Évora em Nós

segunda-feira, outubro 29, 2007

Olá psis!

Cá estou depois de muito tempo sem dar notícias. A verdade é que a minha vidinha tem sido sempre a mesma coisa, não há muito pra contar: procurar emprego nos jornais e Internet, enviar currículos, esperar respostas que quase nunca chegam e quando chegam não são as que eu gostaria de receber, ir a entrevistas pra lugares já destinados a alguém (o chamado factor C)… E tem sido assim, com alguns trabalhitos de poucos meses à mistura e umas formações/congressos pra não “perder o comboio”.

Mas parece que a minha vidinha agora vai ter mais alguma emoção. Aliás, tenho a certeza que vai, porque só o facto de ir viver para a capital já me vai trazer muitas emoções. Vamos lá ver como me adapto à “cidade grande”.

Bem, mas vou-vos contar o que me levou até Lisboa.
Depois de tanto procurar, de mostrar vontade em trabalhar, de apresentar ideias e projectos, e a respostas serem sempre as mesmas (ou um “não” ou o silêncio), a motivação e auto-estima dificilmente se mantêm elevadas e vêm aquelas fases em que se deixa de acreditar e que apetece desistir. Infelizmente, sei que alguns de vós sabem e compreendem muito bem o que estou a dizer.

Estava eu numa dessas fases quando fui “bater à porta” de uma instituição de apoio psicopedagógico a crianças com NEE, aqui em Coruche sabendo que seria muito difícil porque isto é um meio pequeno que já tem muitos psicólogos e tendo quase a certeza da resposta.
E não me enganei: “Aqui não há lugar para mais psicólogos”. Já têm 2 psis clínicas e 1 educacional e não se justificava mais 1. No entanto, eu a responsável da instituição falamos bastante, percebemos que temos muitas ideias em comum, que encaramos as coisas de modo muito parecido e acho que ela até gostou de mim :o)

Como eu lhe disse que gostava muito da área das terapias pela arte, principalmente de musicoterapia e que gostava de me especializar nessa área, propôs-me fazer um projecto nesse âmbito, uma vez que nenhuma das outras psis trabalha através dessas metodologias e ela considera que seria muito importante pra instituição.
Fiquei bastante entusiasmada e comecei logo a fazer o projecto. No entanto, percebi que faltava ali qualquer coisa, que me faltava mais “bagagem” pra elaborar um projecto mais conciso e rico. E resolvi inscrever-me numa pós-graduação em Técnicas de Terapias Activas e Expressivas no ISLA (Instituto Superior de Línguas e Administração.).
Por enquanto, o projecto vai ficar 1 pouco parado, mas já surgiu mais uma proposta na mesma área pra quando terminar a pos-graduação.

E pronto… aqui vou eu a caminho de Lisboa. Mas como não ganhei o EuroMilhões, não tenho pais ricos e o dinheiro não cai do céu, tive que procurar um trabalhito que dê pra conciliar com os estudos e dê pra ganhar uns trocos que paguem o alojamento e o curso. E aqui deparei-me com mais dois obstáculos: primeiro sou licenciada e eles não querem colocar licenciados em lojas, porque sabem que assim que apanham oportunidade na área de formação vão embora; e segundo sou de Coruche, não vivo perto de Lisboa, e não percebem que não me importo de mudar pra lá se isso significar que tenho emprego. Farta de ir a algumas entrevistas pra lojas e não conseguir nada, resolvi arranjar uma morada da zona de Lisboa (de um casal amigo) e dar mais ênfase que vou voltar a estudar e não tanto à licenciatura.
E assim lá consegui, numa loja de roupa pra criança no Vasco da Gama (Petit Patapon). Começa esta semana.

Agora o novo desafio é arranjar casa. Mas estou muito entusiasmada porque vou morar com a Mariana :o) Como muitos de vocês sabem, a nossa Mariana é a nova “aeromoça” da TAP e está por Lisboa. Assim resolvemos arranjar um cubículo para as duas.


Bem… já chega de vos chatear… Fui escrevendo e nem me apercebi do testamento.
Beijokas enormes pra todos****


Marina

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